Acorda



Fonte: American Surviver


Aprendemos em filosofia no secundário uma frase muito emblemática do filósofo Sócrates, Só sei que nada sei, engraçado como o que essas palavras transmitiam antes não pesavam tanto como pesam hoje em dia, no meu dia a dia.
Afinal de contas quem somos nós para saber o que é certo e o que é errado? Não há um certo e um errado pois no fim de contas bem feitas é tudo uma questão de perspetivas ponderadas tendo em conta o feitio e mentalidade de cada pessoa, logo, o que nos leva a concluir que sabemos alguma coisa?


Podem me tomar como ignorante mas quando se trata de assuntos longe da minha pequena área de conhecimento eu sou muito séptica e prefiro dizer que "não sei" do que a opinar e mandar para o ar palavras que mais tarde podem cair em más mãos e em maus sentidos.
Acho que apesar de sermos uma sociedade cada vez mais instruída a nível de escolaridade estamos com uma enorme crise de consciência moral e cívica e em vez de analisarmos uma situação num angulo de 360 graus, só se observa em 180 graus e nalguns casos só 90 graus, como se tal como os burros, as pessoas tivessem palas para não verem num angulo mais abrangente. Essas palas na verdade não são um obstáculo físico, mas estão presentes no nosso quotidiano mais do que se imagina e somos nós que temos o poder de aceitar essas palas ou não. As palas que falo não são mais que a comunicação social e as redes sociais.
Engraçado como se chama comunicação social, e com isto querem dizer a comunicação dedicada à sociedade mas só uma parte é que é comunicada, e essa não é a parte que interessa à sociedade mas sim a comunicação que querem transmitir à sociedade, o que convém. Se nos dessem ferramentas para pensar mais além como é que havia lavagens cerebrais e como e que garantiam que as pessoas fossem fantoches daquela classe que nem deviam ser consideradas como pessoas, mas sim de aproveitadores! Como é que os aproveitadores iam conseguir com que as pessoas consumissem produto X ou fossem a sitio X se não houvesse toda aquela distorção de pensamentos?
Mas, mais uma vez, somos nós que decidimos se queremos ter as palas e restringir-nos a assistir apensas um quadrado da vida.
Eu só sei que o mais certo é não saber nada mas questionar tudo.

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