A verdade.


Bateu as doze badaladas e fiquei estática, numa noite normal teria pedido um desejo porque o faço sempre que os minutos e as horas são iguais (uma mera superstição minha), mas limitei-me a uma estátua no meio de algumas a pessoas a festejar o que? Ter virado um ano diferente.
Que inocentes da parte deles que o ano vai ser melhor só porque acrescentamos um número ao anterior, não é um dia que vai defenir um ano inteiro e não é por fazermos uma contagem decrescente que todos os problemas das nossas miseráveis vidas de adultos e adolescentes vai melhor, a vida melhora quando a permitimos a isso, e para tal um dia não chega, neste caso um segundo não chega, não é o espumante das garrafas que se abre que vai abençoar magicamente a nossa vida, se não fizermos por nós, ninguém o fará.
Mas de facto em termos de cliché, naquele momento em que me senti parada no mundo olhei para o meu namorado  ele na mesma situação que eu , parecia petrificado, revejo-o em camera lenta, e senti-me diferente, senti uma energia nos meus braços, beijei-o porque era a minha maneira de começar com o pé direito.
Passado 1 dia algo mudou, foi de repente e avassalador foi inesperado, aterrador... Foi um "abre olhos" como o meu amor o diria, uma maturidade apoderou-se em mim e senti-me tão enjoada com a realidade, acreditei este tempo todo que tinha posto a minha mãe numa duma que a fizesse pensar em mim do modo que ela queria, mas o que eu não sabia é que ela escapou a essa duma sem ver, e o que eu não sabia é que a pior coisa que eu fiz foi criar essa duma para ela, afasta-la a ponto de uma pergunta tão fria, tão direta mudar mesmo o resto do ano, o resto da vida.

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